sexta-feira, 4 de abril de 2008

Sim meu bem, eu te amo.
Te amo porque ainda te escrevo versos
Então venha se deitar...
Vamos dar à vida
O melhor de nós mesmos.

Vamos nos entregar porque o amor é breve
A vida é curta,
e esta paz a que nos entregamos
Não vai durar a noite inteira.
Espero janeiro
Como quem espera a morte
O desassossego do meu coração é contagiante
E me consome.

Odeio tanto esse sentir
que minha boca amarga.

Mas sigo em frente
Devorando livros
Amando-te
Renegando-te...

Te rogo
Porque te quero
E assim vou morrendo.

Enquanto os dias passam.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

1 ano de blog



Feliz Poesia para todos!!!

quarta-feira, 2 de abril de 2008

A vida é breve

O tempo me escorre pelas mãos.
Cruel, os minutos disparam balas como canhões.
Uma vida nunca será suficiente para encontros e despedidas.
E quiçá, para esbarrar com a felicidade verdadeira.
Não me oponho à vida.
Mas porque tem que ser tão breve, tão breve?
Serei cobrada por tudo que fiz?
E o que não fiz?
Não há mais tempo para fazê-lo.
Não fui capacho.
Não sou um bêbado.
Não sou vulgar.

Só tenho sonhos de menina moça.
Inalcançáveis, exorbitáveis,
Ridículos sonhos de menina moça que não sou mais.
Ainda assim, o tempo me escorre pela mãos, e como bem sabes, a vida é breve.

A rosa

A tarde pousa no dia,
E há rosas no jardim.
Rosas suaves de todo os tipos e perfumes.
A tarde pousa no dia e a felicidade está exposta.
Nos canteiros, o cândido desabrochar das rosas,
É prenuncio de deleite da mais pura beleza.
A rosa...
Dormindo na tarde do dia.
É profunda agonia, quando invade a lembrança do espinho.
Mas, como não amar as rosas, se o espinho faz parte
Da sua perfeição?

quinta-feira, 27 de março de 2008


(Noche de los pobres- Diego Rivera)