Inventar dias claros
Pra fugir da solidão.
Esta solidão que é tão densa e profunda
Que cega as entranhas, que fecha as fendas da saída...
Inventar dias claros e se surpreender com os efeitos.
Se vou por ali, tenho a mínima chance de que o amor dê certo
Para quem espera companhia
Esta é uma terrível profecia.
Do homem que emudece de medo
De medo de errar...
De medo de amar...
Se vou por ali tenho a mínima chance de nunca mais voltar.
E se a porta é só de saída, como vou inventar dias claros
Pra distrair minha rotina?
Como vou parecer infeliz no dia do julgamento final?
Se vou por ali, vou por ali simplesmente
Porque assim estava escrito nas linhas das minhas mãos.
É inexplicável a beleza das pessoas
Assim como suas decisões.
Se vou por ali, é porque simplesmente
As andorinhas me apontaram o caminho.
Se haverá guilhotinas, somente com passos saberei dizer.
Se haverá tristeza, tampouco me importa, não acredito em provocações.
Se haverá dor, antes que eu perceba, o corte será dado.
E aí, então, estarei ali mesmo.
Simplesmente parada, desabrochando de imaginação.
Imune.
Impregnada de melancolia e inércia.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Rosa orvalhada
Desce a mão pelas minhas coxas...
Desce...
E não faça piadas com minhas risadas imprevisíveis
A minha ansiedade última
consiste que abras essa porta
para que eu me desfaça trêmula, em suas mãos.
Desce a mão pelas minhas coxas ...
desce...
e enquanto o fogo arde sem estranhezas
te lembro baixinho de sugar a sua rosa orvalhada.
Sem escapatória,me desfaço numa oração sem sobressaltos:
Que isso nunca se acabe...
Que isso nunca se acabe...
Que isso nunca se acabe...
Desce...
E não faça piadas com minhas risadas imprevisíveis
A minha ansiedade última
consiste que abras essa porta
para que eu me desfaça trêmula, em suas mãos.
Desce a mão pelas minhas coxas ...
desce...
e enquanto o fogo arde sem estranhezas
te lembro baixinho de sugar a sua rosa orvalhada.
Sem escapatória,me desfaço numa oração sem sobressaltos:
Que isso nunca se acabe...
Que isso nunca se acabe...
Que isso nunca se acabe...
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Sem Volta
Me explica como vou poder amar
novamente se você insiste em ficar dentro de mim?
Minha boca arreganha os dentes e
antes que eu grite e quebre os bibelôs
seu sorriso me derruba e destrói minha fúria assassina
Me diz como vou poder amar novamente
Se você seca minha garganta e sangra fogo nos meus desertos?
Mergulha estes veludos na minha languidez
Incendeia meu pulso, me acolhe nestes dias de temporal.
Este seu cretino amor que frequenta minha alma
pedindo abrigo sem sombras,
alimentando minhas noites pornográficas pra no outro dia
ir embora sem sequer dizer bom dia, é pura dança na escuridão.
O que quer de mim, afinal?
Conta-me sem sem fazer danças de roda.
Tenho a fúria sem luvas
os sapatos virados com as solas pra baixo
denunciando meu mundo virado de ponta a cabeça.
Rompe com a linguagem
caia sem dó na neblina
Saia daqui e feche a porta.
Esqueça, me esqueça
Tenho medo quando tudo é assimétrico
e faz sombra.
Porque você não usa a janela de emergência pra poder sair?
Me atira palavras cruas
enfia os pés pelas mãos
negue nossas memórias.
Não seja esse pedaço doce em mim.
Vai embora.
Quero minha paz de volta e meus pensamentos liquidos,
secando á luz do sol.
novamente se você insiste em ficar dentro de mim?
Minha boca arreganha os dentes e
antes que eu grite e quebre os bibelôs
seu sorriso me derruba e destrói minha fúria assassina
Me diz como vou poder amar novamente
Se você seca minha garganta e sangra fogo nos meus desertos?
Mergulha estes veludos na minha languidez
Incendeia meu pulso, me acolhe nestes dias de temporal.
Este seu cretino amor que frequenta minha alma
pedindo abrigo sem sombras,
alimentando minhas noites pornográficas pra no outro dia
ir embora sem sequer dizer bom dia, é pura dança na escuridão.
O que quer de mim, afinal?
Conta-me sem sem fazer danças de roda.
Tenho a fúria sem luvas
os sapatos virados com as solas pra baixo
denunciando meu mundo virado de ponta a cabeça.
Rompe com a linguagem
caia sem dó na neblina
Saia daqui e feche a porta.
Esqueça, me esqueça
Tenho medo quando tudo é assimétrico
e faz sombra.
Porque você não usa a janela de emergência pra poder sair?
Me atira palavras cruas
enfia os pés pelas mãos
negue nossas memórias.
Não seja esse pedaço doce em mim.
Vai embora.
Quero minha paz de volta e meus pensamentos liquidos,
secando á luz do sol.
sábado, 8 de agosto de 2009
terça-feira, 4 de agosto de 2009
psiu poético

Entre os dias 04 (Dia Municipal da Poesia) e 12 de outubro, acontece o 23º Salão Nacional de Poesia Psiu Poético, em Montes Claros - MG.
Na programação, workshops, lançamentos de livros, palestras, debates, performances, recitais, shows musicais, cinema, teatro, dança e outras intervenções, tendo sempre a poesia como foco. O evento acontece em diversos locais, passando por favelas, universidades, escolas, parques, mercado central, praças públicas, shopping, rodoviária, Teatro Cândido Canela e ruas da cidade.
As inscrições vão até o dia 28/08. Podem inscrever-se poetas de todo o Brasil e exterior, com o envio de 1 a 3 poemas, e o tema é livre.
O Salão Nacional de Poesia Psiu Poético acontece, anual e ininterruptamente, desde 1987, homenageando 6 poetas vivos em cada edição.
Você encontra o regulamento aqui
Outras informações:
Aroldo Pereira
38 9112-7011 / 3229-3458
e-mail: psiupoetico@gmail.com
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