terça-feira, 15 de maio de 2007

Teus Olhos

Doces são teus olhos.
Tão intensos, que ardem em mim.
Misteriosos poemas compus,
mas eles não exaltam com tamanha
grandeza, a beleza, o encantamento,
o perigo de teus olhos, a me olhar.

O Casamento

No dia em passarinho se casou, eu acordei repleta de amanhecer.
O dia cresceu, cresceu e foi me invadindo de amor.
Eu,resolvi não atrapalhar o dia com minha estupidez.
Saí de casa repleta de um bem estar misterioso.
E de meus sorrisos,
fiz singelo presente neste dia de acordamentos inesperados.

Evas

Dizem que de costelas fomos construídas.
Para sermos companheiras, fomos eleitas.
Criou-se a mulher para se par.
Mas descobrimos: Somos ímpares.
Da consciência, somos senhoras.
Das nossas vidas, guerreiras.
Por nossos filhos, morremos.
Com nossos homens, compartilhamos.

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Fingimento

O silêncio das palavras
Me ocasiona um vazio na alma.
Quem me dera conhecer a língua verdadeira.
Aquela que faz nascer a poesia como se fosse um milagre da vida.
Finjo que sou poeta.
Apenas finjo.
A poesia não tem dono mesmo.

( do livro Na Rota)

C.A.O.S

No Mundo em caos,
a desordem das palavras
é a única subversão possível.



( do Livro Na Rota)

Poeminha III

Ah! A poesia!
Que faz com que os sonhos sejam possíveis,
As palavras sejam eternas e os amores para sempre.



( Do livro Na Rota)

O Começo

Queria contar uma história de amor dessas que fazem chorar.
Que fazem ovular sentimentos tão profundos que resistam aos sofrimentos.
Queria contar uma história de amor
Dessas de encantos simples.
Repletas de cheiros e gostos que marcam na carne e na alma.
Uma história de amor que não tivesse meio nem fim.
Apenas começo.


( Do livro Na Rota)