quinta-feira, 15 de maio de 2008

desordem

Suas palavras me acariciam

e eu perdôo a desordem que causam no meu pensamento

Perdôo a sensação de roubo

Perdôo o arroubo do gozo

Perdôo e dou graças

porque tal desordem é divina.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Teus olhos

Doces são teus olhos.

Tão intensos, que ardem em mim.

Misteriosos poemas compus,

mas eles não exaltam com tamanha
grandeza, a beleza, o encantamento,
o perigo de teus olhos

a me olhar...
Hoje choveu.

O céu se enfeita de lavadeiras
e madressilvas cobrem o jardim.

Passei o dia sonhando
com seus olhos
e com mãos que me apertem os seios.

Sinto espasmos de sedução.

Estou sonhando como louca.

Doida para ter você.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

O fardo que carrego
Fala muito de mim.

Estou sempre à mercê de Deus.

Eu acolho meu destino, pois espero no que dia do juízo
isso seja levado em consideração...

Minha mãe,
Acostumada a fardos maiores e a tumores maduros,
Diria do alto do seu cansaço deste mundo:
Isto não é nada demais. Adiante!
Mas minhas dores são tão minhas
E doem á exaustão.
Venci a distância
E calei meu desejo com um beijo.
Agora, estou ardendo entre as pernas.